24 de setembro de 2017

Estudantes moradores da CEU promovem ação social para crianças

Cristiano Sousa (*)  

No dia 2 de setembro, um grupo de residentes da Casa do Estudante Universitário do Paraná (CEU) acordou cedinho para visitar o Lar Casa de Alice, que acolhe crianças e adolescentes, entre seis e 16 anos, em situação de vulnerabilidade familiar. A instituição é vinculada à Secretária de Ação Social e Trabalho, da Prefeitura Municipal de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Estudantes moradores da CEU: Wilian Souza, Felipe Martinhuk, Orlando Monteiro, Andréa Wendt,
Thais Messias, Pedro Porto e Jéssica Malbilde. (Foto: Cristiano Sousa)

Encaminhados pelo Conselho Tutelar, os menores assistidos pela Casa de Alice aguardam parecer do Poder Judiciário, para uma nova chance de convívio familiar. Enquanto isso, no local, dispõem de atenção, cuidados e atividades recreativas e ocupacionais. É o que garante a psicóloga Priscila Balbinot, responsável pelo acompanhamento dos pequenos cidadãos.

“As crianças recebem alimentação adequada e acesso à escola, saúde e lazer. Tudo o que que elas deveriam estar recebendo em casa, além do acompanhamento de profissionais específicos”, afirma. Além da profissional de Psicologia, o Lar conta com coordenadora, assistente social, educadoras (três), cozinheira e plantonistas (cinco), que trabalham no período noturno. Atualmente, são 31 crianças sendo assistidas.

Na visita, os jovens ceuenses levaram algumas doações, como roupas, produtos de higiene e alimentos. Na ocasião, a estudante Jéssica Mabilde, uma das idealizadoras dessa ação social, preparou um almoço especial para a criançada, com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Para ela, esse tipo de iniciativa é uma retribuição imediata da CEU para a sociedade.

“Somos duplamente privilegiados, não só logramos uma vaga na universidade como temos toda a estabilidade necessária para a conclusão de nossos estudos, no conforto da CEU. É muito bom finalizar o dia tendo certeza de ter feito a diferença na vida de alguém”, ressalta a estudante de Direito, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), e de Gestão Pública, na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Depois do almoço, a estudante de Mestrado em Odontologia na UFPR, Andréa Wendt, ensinou as crianças, de forma lúdica e divertida, a escovarem os dentes adequadamente. Às vezes, essa é uma tarefa complicada, mas existem pequenos truques para fazer com que as crianças se habituem naturalmente à higiene bucal.

Ao fim daquele dia, os estudantes moradores da CEU voltaram exaustos, porém felizes por terem proporcionado momentos de alegria e de descontração para os pequenos, a maioria ainda tão inocente. Todos sentiram o quanto eram carentes de atenção, de afeto, de amor. Naquela noite, certamente, não dormiram da mesma forma que acordaram pela manhã.

Confira alguns desenhos das crianças assistidas pelo Lar Casa de Alice.


 

 

 

Direitos da criança e do adolescente
No dia 20 de novembro de 1959, representantes de centenas de países aprovaram a Declaração Universal dos Direitos da Criança. Ela foi adaptada da Declaração Universal dos Direitos Humanos, porém, voltada para as crianças.

No Brasil, o direito da criança está amparado na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Inspirada na Constituição Federal de 1988, essa legislação estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e tem como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente.

De uma maneira geral os direitos das crianças são os seguintes:

  • Todas as crianças têm o direito à vida e à liberdade;
  • Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica;
  • Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade;
  • Todas as crianças devem ser protegidas pela família e pela sociedade;
  • Todas as crianças têm direito a uma nacionalidade;
  • Todas as crianças têm direito a alimentação e ao atendimento médico;
  • As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais;
  • Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade;
  • Todas as crianças têm direito à educação;
  • Todas as crianças têm direito de não serem violentadas verbalmente ou serem agredidas pela sociedade.


(*) Estudante de Comunicação Organizacional da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Câmpus Curitiba. Também participou da ação social, a convite do grupo.

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