8 de março de 2012

E a Luiz Leão leva mais um.. LUTO!


Ontem (7/03), o morador da Casa do Estudante Universitário do Paraná (CEU), Pedro Henrique Tolazi Kreling, de apenas 19 anos, colidiu com o conhecidíssimo "poste assassino" do final da curva da rua Luiz Leão, sentido Centro Cívico, logo em frente a casa, quando retornava de moto da faculdade. Veio a falecer no caminho para o hospital.

Natural de Cascavel, no interior do estado, o estudante cursava o primeiro ano de odontologia na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e trabalhava quase todas as noites de garçom para arcar os estudos.

Na hora da tristeza e da revolta, é fácil apontar para bodes expiatórios. Contudo, é impossível não associar mais este acontecimento a série interminável de acidentes e desrespeitos que ocorrem na rua Luiz Leão, em toda a sua extensão - dos quase que diários acidentes no cruzamento dela com a rua Presidente Carlos Cavalcanti (no Círculo Militar), passando pela sua perigosíssima curva até a corriqueira prática dos motoristas de parar encima da faixa de pedestres entre a sede do SENAI e o Memorial Árabe.

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Aberração urbana

Entre a maior escola pública (Colégio Estadual do Paraná/CEP) e a maior casa de estudantes do estado (CEU), essa verdadeira aberração da engenharia urbana, que é a rua Luiz Leão, já tinha sido local, em 2010, de um acidente que matou uma estudante de 14 anos do CEP.

Na década de 70, com o vertiginoso crescimento de Curitiba, o centro da cidade ficou isolado do recém construído Centro Cívico. Para "corrigir" essa falha, a rua Luiz Leão, até então uma pacata rua de pista simples e largas calçadas, ganhou duas pistas e passou a ser a principal via de ligação entre o centro econômico e o centro político da cidade - acompanhando este processo por que passam todas as grandes cidades e que prioriza os carros em vez das pessoas. De lá pra cá, a prefeitura realizou uma série de modificações para tentar equacionar os constantes acidentes. Tudo em vão.

 

Alguns moradores da CEU, amigos de Pedro, viajaram para Palotina (cidade onde residem seus pais), para acompanhar o enterro. Para a Luiz Leão, ainda há salvação: sua completa reformulação ou seu fechamento imediato para veículos.

Fique em paz Pedro!

Foto: Marcelo Borges/Banda B

Um comentário:

  1. É com muita dor no coração que vejo essa lamentável notícia. É uma vergonha uma cidade como Curitiba, digo mais é uma vergonha para os engenheiros de tráfego que não consegue ver que uma curva com uma inclinação "totalmente" errada, faz vítimas todas as semanas. Será que terá que morrer um filho de um desses engenheiros para que alguma coisa posso ser feita???? #ficaapergunta

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