22 de junho de 2010

Eleição no DCE da PUCPR é suspensa

As eleições do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) foram suspensas por uma liminar do juiz Anderson Ricardo Fogaça, da 20.ª Vara Cível de Curi­tiba, que entendeu que o processo em andamento não estava seguindo o estatuto social atual da entidade. Cinco dias de intervalo entre a divulgação do edital sobre o processo eleitoral e a data do pleito. A nova data da eleição depende de uma reunião da comissão eleitoral. Devido à proximidade das férias, o pleito pode ficar para o segundo semestre.



A presidente da chapa de oposição, Nicoly Kulcheski Lachovicz, ingressou com o recurso dois dias depois de ter a candidatura impugnada. Estudante de Serviço Social, ela diz que o processo não ocorreu de maneira clara e que poucos dias antes das eleições os estudantes não haviam sido informados sobre o processo ou sobre a impugnação da chapa “Até Quando”. “Nosso nome ainda constava da cédula na quinta-feira, enquanto o de outra chapa, ‘Voadora’, havia sumido, misteriosamente, sem nenhuma explicação”, disse.


A chapa teria sido impugnada por antecipação de campanha. “Eles disseram que nós colamos adesivos onde não podia, mas qualquer um pode colar um adesivo. Também se referiram ao nosso blog, mas esse endereço já existe há bastante tempo com o nome de Até Quando – não por causa da campanha, mas por ser o nome de uma canção de que gostamos”, argumentou. Nicoly ainda alegou que sua chapa foi a única a fazer a inscrição no prazo certo.


Segundo a estudante, cerca de 150 estudantes teriam se reunido na quarta-feira passada contra a impugnação. O atual presidente do DCE, Rafael Rodrigues Soares, disse que a campanha antecipada foi caracterizada e que a chapa “Até Quando” teria concordado com isso na reunião da comissão eleitoral. “O processo eleitoral estava acontecendo de forma correta. Meu desejo é apenas passar a direção do DCE adiante e me dedicar à minha monografia”, afirmou. Como o sábado é considerado dia útil no meio acadêmico, ele acreditava que o prazo de cinco dias estivesse sendo cumprido. “O juiz entendeu diferente”, acrescentou.


O presidente da chapa “Identi­dade” – de situação e ligada à atual administração do DCE –, Jonas da Silva, acredita que a suspensão é um tiro no pé da oposição. “Eles tiveram todo um discurso de democracia e acabaram por interferir no processo”, afirmou.


Fonte: Gazeta do Povo

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