4 de dezembro de 2009

Sede da CEUL em perigo

A Casa do Estudante Universitário Leopoldense (CEUL) está sob o risco de perder a sua atual sede. Isto poderá acontecer porque a governadora do estado a Sra. Yeda Crusius enviou para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 184/2009, que autoriza o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER/RS) a vender o imóvel ocupado pelos estudantes desde 1984. O Projeto está com os parlamentares desde o dia 12 de agosto e pode ser votado a qualquer instante.

Segundo o Adimilson Renato, atual Presidente da casa, a CEUL não recebeu nenhuma notificação do documento, e que, o mesmo acabou sendo descoberto por mero acaso. Diante disso, estamos diante de uma organização estudantil que há mais de quarenta anos vem lutando pelo direito a moradia, e que, a qualquer momento, após a aprovação do projeto pelo congresso poderão ser jogados as traças como indigentes, e que portanto, poderão ter um fim trágico, assim como outras instituições que hoje são meras siglas, a exemplo da UPES em Curitiba, que teve sua sede destruída e seus estudantes secundaristas jogados na rua da amargura.

Em 2006, os moradores junto com a ajuda da população Leopoldinense conseguiram a proeza de barrar o projeto mediante mobilizações. Porém, tal façanha não foi suficiente frente a ganância dos órgãos estaduais, que, em conluio com a especulação imobiliária de São Leopoldo, apenas engavetaram o projeto, deixando viva a possibilidade de lucrar com o imóvel da região central, em detrimento dos estudantes que veem a CEUL como suas próprias casas ao invés de uma simples moradia barata, tal como a especulação imobiliária dá ao local.

Má notícia chegou por acaso

O Presidente da Ceul, Adimilson Renato (Foto ao lado), estudante de Ciências Sociais da Unisinos, afirma que os moradores não foram notificados sobre o PL, e que descobriu o documento casualmente, pesquisando na internet. “Buscava notícias que eventualmente saem sobre a Casa, e deparei com o documento. Foi um susto enorme, que gerou muita apreensão”. Após tomar conhecimento do fato, Renato comenta que o momento é de buscar apoio. “Queremos divulgar à sociedade o que aconteceu e buscar ajuda também da universidade. A moradia estudantil é um papel que caberia ao Estado e agora o próprio governo quer acabar com a entidade, jogando baixo”.

Aos simpatizantes da causa estudantil, o morador Rafael Cavalcanti, estudante de Jornalismo da Unisinos, ressalta que a Casa não irá desistir de manter sua sede atual: “Já estamos novamente mobilizados para o convencimento dos parlamentares, e para isso é preciso haver pressão. Quem quiser e puder contribuir com a luta, podem ajudar participando das atividades, moções de apoio e difundindo o fato”.


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