30 de dezembro de 2009

Carta de Apoio às moradoras e moradores de Casas de Estudantes do Piauí

“Depois de doze anos pude rever o lugar onde residi quando estudante secundarista. Ao longe avistei a Casa do Estudante do Piauí (CEPI). Não foi possível conter a emoção, pois a casa velha com seu tom acinzentado para mim tem significância. Foi justamente nela que meus sonhos de estudante do interior começaram a se concretizar. Foi ali que compreendi de fato a importância da educação. Foi ali que aprendi valores como encorajamento, solidariedade, partilha (Alexandre Rocha - Mestre em Ciência Política pela UnB)”

O Movimento de Casas de Estudantes do Norte-Nordeste representado, a nível destas regiões, pela SENCENNE – Secretaria Nacional de Casas de Estudantes Regional Norte-Nordeste vem por meio desta Carta expressar a profunda lástima sentida pelas/os estudantes no que concerne às Políticas Públicas de Assistência Estudantil no Estado do Piauí. Visto que no dia 17 de dezembro de 2009, foi comunicado à Secretaria que três (3) residências do estado seriam fechadas e as/os estudantes teriam que se retirar até o dia 20 do mesmo mês, devido à justificativa do governo estadual de não possuir recursos para pagar o aluguel das residências. No entanto, segundo a Constituição Federal Brasileira em seu Capítulo II, Art.6 : ”dentre os direitos sociais do cidadão estão a educação e a moradia”. Ainda nesse mesmo capítulo, mas no Art. 23, inciso V é dito que: “É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência”. E em seguida no Art.24, inciso IX se fala que: “Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre a educação, cultura, ensino e desporto”.

Já no Cap. III em seu Art. 205 é claramente falado que: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". E no Art. 206, inciso I diz-se que: “O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”.

A Política de Cotas nas Universidades, a Universidade Aberta do Brasil, bem como PROUNI e o novo ENEM criado pelo Governo Federal tenderão a aumentar a procura pelas Casas dos Estudantes no Piauí, já que muitas/os das/os estudantes que procurarão a casa do estudante são de Origem Popular. No entanto, a decisão tomada pelo atual Governador do Estado, Wellington Dias, juntamente com Sr. Secretário da Educação Antonio José Medeiros, desfavorece as/os residentes que vivem atualmente na residência, bem como impedirá que mais estudantes tenham acesso a essas três residências que serão impedidas de funcionarem.

Vale lembrar que as residências do Piauí servem também de moradia para estudantes secundaristas, vindo do interior que não tem condições de custear uma moradia para residir na cidade, e com a medida tomada pelas “autoridades” estes estudantes terão que abdicar de seus estudos e voltarem para as suas cidades de origem de mãos vazias, simplesmente porque o Governo do Estado disse que não há recursos suficientes para garantir a moradia desses/as cidadãos/ãs. Mas esse recurso num já é garantido pela Constituição quando a mesma cita que é dever da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios garantir condições para o acesso e a permanência à escola? Então, como é que essas/es estudantes podem continuar com seus estudos se o estado do Piauí não os/as acolhe como lhes é de direito perante a Constituição Federal e as Leis de Diretrizes e Bases da Educação.

Perguntamo-nos com isso: será que o governo Federal cria e mantém todos esses programas, bem como a universidade Federal e Estadual, sem pensar em manter um programa sólido, sensato e bem estruturado no que concerne a Assistência Estudantil?
Será que não está na hora do Governo do Piauí se articular com o Ministério da Educação e com os gestores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade Estadual do Piauí, para que esse sistema seja melhor organizado dentro da esfera da educação?

Nós acreditamos que não se deve perder tempo esperando-se a “boa vontade” desses representantes, por isso só queremos que seja dada às/aos estudantes do Piauí o que é delas/es por direito, visto que deles/as está sendo retirado a moradia, a oportunidade de concluir os seus estudos, de dar uma retribuição à sociedade de parte dos recursos que disponibilizou ao Estado. A SENCENNE repudia veementemente a postura tomada pelo Governo do Estado do Piauí, pois este ato se mostrou contrário às boas práticas de Políticas Públicas para a assistência Estudantil e para o acesso à educação aqueles estudantes de baixa renda à Escola e à Universidade.

Além disso, a SENCENNE entende que a atitude do Secretario da Educação juntamente com o Governador, contraria o Regimento da Secretaria Estadual da Educação e Cultura do Piauí, visto que uma de suas finalidades conforme exposto nesse documento é assistir ao estudante pobre (art.1, inciso VIII) e ainda diz que é: "organizar, manter, desenvolver e supervisionar os órgãos e instituições oficiais da educação escolar (art.1, inciso IX)".

As/Os estudantes de todo Brasil lutaram e lutam por políticas mais amplas de assistência, por isso se organizam a nível Regional e Nacional, bem como procuram manter uma ponte de diálogo com órgãos como o FONAPRACE (Fórum Nacional de Pró-Reitores para Assuntos Comunitários e Estudantis) para que as Políticas de Assistência Estudantil sejam melhores empregadas. Muitas vezes, o canal de diálogo não funciona seja com o FONAPRACE, seja com nossas universidades, ou mesmo com representações do Executivo. E então nós estudantes precisamos nos articular para que não tenhamos nossos direitos retirados, isso porque enxergamos as casas de estudantes como um quesito fundamental para a conclusão dos estudos, já que as mesmas democratizam a manutenção dos/as estudantes na escola e na universidade.

Se o FONAPRACE disse em 2004, que a demanda é maior do que a oferta de casas de estudantes porque o Governo do Piauí toma uma decisão de fechar três casas dos estudantes. A luta das/os estudantes moradores de Casas de Estudantes do Piauí pelo direito à educação e à Assistência Estudantil é uma luta de todos e todas nós que buscamos uma sociedade justa e que fazemos parte do Movimento de Casas de Estudantes a nível Norte-Nordeste.

Abraços e força na luta.

. Idayana da Costa Marinho (Coordenação de Comunicação da SENCENNE);
. Danilo Kamarov (Coordenação Regional da SENCENNE);
. Anselmo Nicoski (Casa do Estudante do Paraná).

sencenne@gmail.com

Fonte: Sence

24 de dezembro de 2009

Descaso: mais uma Casa de Estudante é fechada

Mais uma Casa de Estudante foi fechada em Teresina. Desta vez, foi a situada no cruzamento entre a rua Quintino Bocaiúva com avenida José dos Santos e Silva. Cerca de 42 estudantes ocupavam o imóvel, mas receberam um ultimato para deixar o local até a semana passada. Alguns conseguiram vaga e foram para a Casa do Estudante próxima ao ginásio Verdão, na zona Norte, enquanto outros não tiveram outra alternativa senão abandonar os estudos e voltar para a casa dos pais no interior do Piauí.

Este foi o caso do estudante Antônio Silfarne, de 21 anos, que morava há cinco anos no local. Ele diz que vai voltar para sua cidade natal - Piripiri - porque não tem condições de se manter em Teresina. "Faço um curso técnico, mas terei que trancar, até encontrar outra alternativa", disse. Antônio era o único que estava na casa na manhã de ontem. No imóvel, a situação era de abandono. Os outros ocupantes já deixaram a casa e alguns, revoltados com a situação, ainda depredaram o prédio, arrancando portas e quebrando lâmpadas.

Antônio diz que os moradores da casa só pagavam uma taxa de R$ 5 para custear as despesas com a limpeza do espaço. Porém, pelo aspecto do lugar, há algum tempo que a limpeza não vem sendo feita. Os últimos moradores limparam o pátio e tiraram o lixo do espaço. Além de estudantes do interior do Piauí, há jovens de outros Estados, como Bahia, Maranhão e Ceará. Alguns alegam que não sabem ainda para onde ir. "Ganho menos de um salário mínimo e não tenho condições de me alimentar e ainda pagar aluguel", disse um baiano, que preferiu não se identificar.

Ele teme que o espaço fique abandonado e sirva somente para dar abrigo aos usuários de droga. "Nesta noite já tinha gente entrando na casa para usar droga. Não conseguimos nem dormir direito", completou. O prédio pertence a Secretaria Estadual de Educação e, segundo os estudantes, não foi dito o que irá funcionar lá, que é o antigo grupo escolar Miguel Bor-ges. Na rua 24 de janeiro no cruzamento com a rua Desembar-gador Freitas há outra Casa de Estudantes, que foi fechada e se encontra abandonada. Nos dois casos, os imóveis davam abrigo a estudantes do sexo masculino.

A secretaria estadual de Educação afirma que foram feitas várias reuniões com os estudantes e que todos estavam cientes do fechamento। Aqueles que voltaram para o interior foi por decisão própria.

Imagem colocada pelo blog

Fonte: Diário do Povo

21 de dezembro de 2009

Pagamento durante o periodo de férias

Para realizar o pagamento da mensalidade da CEU durante o período de férias, a secretaria informa que os moradores deverão entrar em contato com a casa após o dia 04 de janeiro de 2010, através do telefone (41) 3324-1984 - interando-se do valor a ser pago.

O morador deverá fazer o depósito na Caixa Econômica Federal, agência 1525 operação 003, conta corrente 00198-0. Após efetuar o pagamento, deverá ser informado o depósito através de fax (41) 3324-1984, para que seja emetido o comprovante de pagamento (recibo azul), sendo que este será retirado pelo morador na secretaria quando voltar para a CEU.

20 de dezembro de 2009

Café da manhã

O conselho administrativo da CEU informa que neste final de ano haverá café da manhã normalmente - desde que existam moradores dispostos a colaborar no preparo e limpeza. Para os interessados em ajudar, foi disponibilizado na recepção uma lista. Os moradores interessados poderão deixar o nome e o número do quarto para que o conselho possa definir a escala.

Atenção: Pedimos para que os interessados que se responsabilizarem em colaborar fiquem atentos com a data e horário que será feito o café da manhã.

Horários:

Segunda a sábado: 07:00 as 08:30
Domingo: 08:00 as 09:30

14 de dezembro de 2009

Posse dos novos conselheiros da CEU-PR

Os novos conselheiros da Fundação Casa do Estudante Universitário do Paraná tomaram posse em cerimônia realizada neste sábado (12/12) no salão do refeitório da CEU. Além dos conselheiros e moradores que acompanharam a cerimônia, estiveram presentes representantes da CELU (Casa do Estudante Luterano Universitário) , da Cenibrac (Casa do Estudante Nipo-Brasileira de Curitiba) e da PRAE-UFPR (Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFPR).

Cumprindo o que determina o estatuto da CEU, os novos membros do Conselho Fiscal e Curador se reunirão em convocação ordinária para definirem os conselheiros que assumirão a presidência e o secretariado dos dois conselhos. Após os respectivos conselhos assumirem a administração da Fundação, serão indicados os dois últimos membros do Conselho Curador (uma indicação do CA e outra do CF).

Os novos conselheiros da CEU:

Conselho Administrativo

Presidente: Geraldo Batista da Costa
1º Vice-presidente: Fábio H. M. Dondoni
2º Vice-presidente: Marcos Daniel Lopes
3º Vice-presidente: Julio Sergio da Silva Monteiro Nascimento
1º Secretário: Antonio Marcus dos Santos
2º Secretário: Luiz Eduardo Zanoni
1º Tesoureiro: Luiz Carlos Tonon Filho
2º Tesoureiro: Luis Augusto Dutra Neves

Conselho Fiscal

Membro: Everton Luiz Backes
Membro: Janderson Lopes
Membro: Ítalo de Angelis Pereira
Membro: João Carlos L. Caputo
Membro: José Nelson G. A. Sá Menezes
Membro: Luiz Henrique P. Lemos
Membro: Pedro Henrique Cavalcante

Conselho Curador

Membro: Messias da Silva
Membro: Nelson Pessuti
Membro: Rubens Genaro
Membro: Bodhan Metchko
Membro: Anderson Schimidt

Assistência estudantil não deve exigir contrapartidas

Debatedores do I Seminário sobre a Política de Assistência Estudantil concordam que aluno deve se dedicar somente aos estudos.

Benefícios da assistência estudantil são direitos e não devem exigir contrapartidas do aluno. Essa foi a posição defendida por debatedores e participantes do I Seminário sobre a Política de Assistência Estudantil: desafios e perspectivas. O seminário acontece até quarta-feira, 9 de dezembro, no Auditório Dois Candangos.

“As únicas contrapartidas devem ser os objetivos do aluno dentro da universidade: a formação acadêmica e pessoal com qualidade”, afirmou a decana de Assuntos Comunitários da UnB, professora Rachel Nunes.

O professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Gabriel Palafox argumentou que a política assistencial não pode nem deve colocar nenhuma condição a não ser estudar e tirar boa nota. “Essa lógica mercadológica de que o estudante tem de oferecer algo em troca tem de ser superada”, critica.

O aluno de pós-graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (UFG) Suélio Araújo acredita que os estudantes de baixa renda que recebem benefícios têm o mesmo direito que os demais de se dedicar exclusivamente aos estudos. Na UFG, os discentes que recebem a Bolsa Permanência, um auxílio de R$ 220, precisam trabalhar 20h semanais na própria universidade, em sua maioria em atividades administrativas.

“Como esse aluno de baixa renda vai competir com os de classe média que podem se dedicar somente aos estudos e têm tempo para fazer estágio em sua área de atuação?”, questiona Suélio. Ele defende ainda que é direito do estudante ter tempo para atividades culturais e de lazer porque elas também enriquecem a formação do aluno.

INDICADORES – O gestor governamental do MEC Lucas Ramalho lembrou a necessidade de se criar indicadores para medir a eficácia das políticas de assistência estudantil no Brasil. “É preciso mostrar os resultados para garantir a continuidade dessas políticas em um quadro de mudança de governo em 2010”, explicou. O gestor sugeriu medir taxas de conclusão da graduação ou de evasão escolar para que se tenha um cenário de avaliação.

A decana Rachel Nunes lembra que o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) do MEC é recente, foi implantado em 2008, e por isso há dificuldade em definir indicadores. Mas acredita que até 2010 já seja possível levantar dados para comparar. E reforça: “Indicadores também são importantes para mostramos para a sociedade como o recurso está sendo investido e para podermos avaliar as políticas e atender cada vez melhor os alunos”.

Participaram da mesa de debates desta terça-feira o professor da UFU Gabriel Palafox, o pró-reitor de Assuntos da Comunidade Universitária da UFG Ernando Filizzola, a diretora de Apoio e Integração Acadêmica da UnB, Nina Laranjeiras e a coordenadora de Apoio e Pós-Graduação da UnB, Georgete Rodrigues. O reitor da UnB José Geraldo Junior e a secretária de Educação Superior do MEC Maria Paula Dallari Bucci participaram da mesa de abertura. As atividades do seminário nesta quarta-feira começam às 8h30 no Auditório Dois Candangos.

Fonte: UNB Agência

12 de dezembro de 2009

Vinhada nem que chova

Ontem, sexta-feira (11/12), o CACOS (Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFPR) e o Departamento de Comunicação da CEU promoveram, no salão do refeitório da CEU, a "vinhada nem que chova" - como apoio da Fundação Casa do Estudante Universitário do Paraná.

Com vinho liberado, e demais bebidas a preços especiais, a galera dançou até tarde ao som da banda contratada para animar a festa. A "vinhada nem que chova" foi mais um dos eventos realizados, no decorrer do ano, com o apoio da Fundação e de seus departamentos.

8 de dezembro de 2009

CEUL - Apóie essa luta



Fonte: Videolog

ATO da casa do estudante universitário leopoldense em defesa da moradia

Onde: CEUL (rua primeiro de março, 729, centro)
Quando: 09 de dezembro, às 18h
O que vai ter: música, palavras de ordem e grafitagem
É importante a participação de todos e todas!


Ceul realiza ato em defesa do direito à moradia estudantil. A Casa do Estudante Universitário Leopoldense (CEUL) realizará na tarde desta quarta-feira, 09, um ato em defesa da moradia estudantil. A partir das dezoito horas, haverá grafitagem da fachada lateral do prédio, intervenção musical e palavras de ordem. A entidade, que se localiza na Rua Primeiro de Março, 729, Centro, encontra-se ameaçada pelo Projeto de Lei 184/2009, de autoria do Governo do Estado. Ele autoriza a venda e o leilão do imóvel pertencente ao Departamento Autônomo de Estrada e Rodagens (DAER/RS).

Os moradores contam com a participação de ex-residentes, amigos, estudantes da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), movimentos sociais e de toda comunidade da região metropolitana de Porto Alegre. O objetivo é dar publicidade à ação do Governo, que deseja acabar com uma organização responsável por abrigar universitários há mais de quarenta anos. Desde o dia 12 de agosto, o Projeto de Lei se encontra na Assembléia Legislativa e pode ser votado a qualquer instante.

Em nenhum momento, a CEUL recebeu qualquer notificação do documento, descobrindo por acaso um processo que pode dar rumos trágicos à entidade. Se o Projeto for aprovado pelos parlamentares, os moradores serão expulsos do local e a casa não terá como alojar estudantes da região metropolitana, que dividem entre si o custo da sobrevivência sem auxílio do Estado ou das universidades.

Esta é a segunda tentativa do DAER de vender o imóvel. Em 2006, um Projeto de Lei do Governo do Estado semelhante foi barrado no Legislativo pela mobilização dos moradores com o apoio da população. No entanto, o engavetamento daquela proposta não foi suficiente para diminuir o interesse imobiliário pela casa, situada em região central da cidade, o que a torna valorizada.

Sendo assim, a CEUL vem a público informar que não aceitará passivamente a imposição do Governo. A casa se encontra mais do que nunca em luta por moradia. Seus moradores já estão novamente mobilizados para o convencimento dos parlamentares que, pela experiência história, não virá sem pressão por parte da sociedade.

Ao longo da sua história, a Casa ajudou mais de 200 estudantes de baixa renda, que, beneficiados pela moradia barata, conseguiram concluir seus estudos, tornando-se profissionais dos mais diversos ramos. Na maioria, jovens oriundos de localidades distantes do Rio Grande do Sul ou mesmo de outros Estados. Todo ano dezenas de universitários procuram a CEUL em busca de um lugar para ficar, através da seleção de moradores ou de pedidos de hospedagem, inclusive para intercambistas.

Atualmente, a Casa abriga discentes de Administração, Arquitetura, Ciências Sociais, Comunicação Social, Direito, Educação Física, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia Elétrica, Formação de Músicos e Produtores de Rock, Gestão Ambiental, História e Letras da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Já existe um projeto de ampliação da CEUL para abrigar cerca de quarenta estudantes, mas que por falta de recursos ainda não foi efetivado.

Histórico

A Casa do Estudante Universitário Leopoldense tem sua origem em 1969, meses depois da inauguração da Unisinos. Naquele ano, um grupo de discentes da universidade resolve se reunir sob o mesmo teto, nas antigas dependências do pré-seminário pertecente à Associação Evangélica Evoti, dividindo despesas de aluguel e criando um ambiente de convívio estudantil.

A luta pelo direito a moradia teve início em 1977, quando a Associação obrigou os moradores a abandonar o prédio dentro do período de um mês, pois tinha outros interesses para o mesmo. Os estudantes resistiram e só saíram do local em abril de 1983, que passara a pertencer ao Museu Histórico de São Leopoldo. Sem alternativa, os moradores se transferiram para o prédio do Castelinho, atual Câmara Municipal de São Leopoldo.

Depois da ocupação do prédio pelos estudantes, a Prefeitura, descontente com o caso, resolveu pedir o destombamento do Castelinho para a ampliação da Avenida Dom João Becker. Em junho de 1983, a antiga Casa do Estudante é demolida, com desrespeito à lei, pois o prédio havia sido tombado pelo Patrimônio do Estado.

Após tentativa de reconstruir o Castelinho, os moradores se dividem e alguns mudam-se para o endereço da Rua Primeiro de Março, 729, Centro, em prédio cedido pelo DAER. Outros iniciam a construção de uma nova casa com sede na Avenida Unisinos, que viria ser fundada em 1991, recebendo o nome de Casa do Estudante Cristo Rei – CEUNI.

Para mais informações, eis os nossos contatos:
Casa do Estudante Universitário Leopoldense – (51) 3592-1668
Rafael Cavalcanti (comissão de Comunicação) – (51) 8198-9011
E-mail: casaceul@gmail.com
Blog: http://www.ceusaoleo.blogspot.com
Endereço: Rua Primeiro de Março, 729, Centro.
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Enviado na lista nacional da SENCE
danilo, feop/se
sencenne coord. regional

Fonte: SENCE

4 de dezembro de 2009

Nota de esclarecimento - Mídia de Guanambi ataca Casa de estudantes

A REG, Residência dos Estudantes de Guanambi em Salvador, vem através desta nota agradecer, desde já, aos vereadores do município de Guanambi pela unanimidade na aclamação da emenda ao Plano PluriAnual que dispunha sobre a aquisição da Casa Própria para a REG em Salvador, votada na última segunda-feira, dia 23 de novembro. O pleito necessita agora da sanção do prefeito municipal.

Esta emenda, aprovada com louvor pelos legítimos representantes do povo, tem sido atacada covardemente por um radialista local em programa que vai ao ar semanalmente das 11h às 13h. Tal radialista vem promovendo uma campanha voraz contra a REG, entidade estudantil existente em Guanambi desde 1976 e que luta, historicamente, pelo acesso dos estudantes de baixa renda à universidade. Ressaltamos que o posicionamento deste radialista é absolutamente minoritário dentro da imprensa local bem como na sociedade de Guanambi.

A REG já beneficiou centenas de pessoas no nosso município, beneficia atualmente outras dezenas, e a compra da casa, que é bandeira histórica da nossa comunidade, irá beneficiar durante muito tempo outras centenas de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Reputamos absolutamente falsas todas as acusações dirigidas à REG pelo supracitado radialista. É temerário, no Estado Democrático de Direito, a ofensiva promovida pelo aludido cidadão contra a comunidade estudantil guanambiense tentando deslegitimar a luta histórica do nosso povo.

Os atos da REG nas ruas de Guanambi não significam nada mais do que o exercício pleno da cidadania. Aliás, todas as nossas manifestações pacíficas em praça pública foram proferidas com a prévia autorização do poder público municipal. Portanto, nunca fomos para as ruas para promover desordem, como alega o mencionado sujeito.

Sabemos que o desafiador tem usado do seu programa de rádio para vociferar contra a REG na tentativa de influir na decisão do prefeito municipal. Tal radialista está tentando criar uma conjuntura desfavorável à sanção da emenda, através de informações capciosas e provocativas, tentando induzir a comunidade local.

Acreditamos que o manipulador não conseguirá êxito em sua empreitada. O nosso povo é bastante inteligente para não se deixar levar pela lábia de forasteiros. O prefeito de Guanambi, eleito democraticamente pela maioria absoluta dos votos, tem ampla independência para definir pela sanção ou pelo veto, conforme as necessidades da nossa comunidade.

A REG é patrimônio do povo de Guanambi. Está na luta há mais de 30 anos! Nunca estivemos tão perto da conquista da casa própria. Não vai ser um reles difamador que irá derrubar a vontade dos estudantes e da comunidade. Não vai ser um sujeito antidemocrático de tal estirpe, que irá deslegitimar a nossa luta. E, deixamos claro, que estamos abertos ao debate, em qualquer horário ou local, no mais amplo espírito da democracia e da cordialidade. Casa Própria para a REG: nossa vitória, vitória do povo!

Salvador-Ba, 27 de novembro de 2009

REG – Residência do Estudante de Guanambi

Assinam também esta nota:

UNE – União Nacional dos Estudantes
UEB – União dos Estudantes da Bahia
ACEB – Associação das Casas de Estudantes da Bahia
REPAMA – Residência dos Estudantes de Palmas de Monte Alto
REC – Residência dos Estudantes de Caetité
RECA – Residência dos Estudantes de Caculé
Diretório Acadêmico de Administração - UNEB/Guanambi
Diretório Acadêmico de Educação Física - UNEB/Guanambi
Diretório Acadêmico de Enfermagem - UNEB/Guanambi
Diretório Acadêmico de Pedagogia - UNEB/Guanambi
Diretório Acadêmico de Enfermagem - UFBA
Representação das Residências Universitárias da UFBA

Coletivo "O Estopim"

Sede da CEUL em perigo

A Casa do Estudante Universitário Leopoldense (CEUL) está sob o risco de perder a sua atual sede. Isto poderá acontecer porque a governadora do estado a Sra. Yeda Crusius enviou para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 184/2009, que autoriza o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER/RS) a vender o imóvel ocupado pelos estudantes desde 1984. O Projeto está com os parlamentares desde o dia 12 de agosto e pode ser votado a qualquer instante.

Segundo o Adimilson Renato, atual Presidente da casa, a CEUL não recebeu nenhuma notificação do documento, e que, o mesmo acabou sendo descoberto por mero acaso. Diante disso, estamos diante de uma organização estudantil que há mais de quarenta anos vem lutando pelo direito a moradia, e que, a qualquer momento, após a aprovação do projeto pelo congresso poderão ser jogados as traças como indigentes, e que portanto, poderão ter um fim trágico, assim como outras instituições que hoje são meras siglas, a exemplo da UPES em Curitiba, que teve sua sede destruída e seus estudantes secundaristas jogados na rua da amargura.

Em 2006, os moradores junto com a ajuda da população Leopoldinense conseguiram a proeza de barrar o projeto mediante mobilizações. Porém, tal façanha não foi suficiente frente a ganância dos órgãos estaduais, que, em conluio com a especulação imobiliária de São Leopoldo, apenas engavetaram o projeto, deixando viva a possibilidade de lucrar com o imóvel da região central, em detrimento dos estudantes que veem a CEUL como suas próprias casas ao invés de uma simples moradia barata, tal como a especulação imobiliária dá ao local.

Má notícia chegou por acaso

O Presidente da Ceul, Adimilson Renato (Foto ao lado), estudante de Ciências Sociais da Unisinos, afirma que os moradores não foram notificados sobre o PL, e que descobriu o documento casualmente, pesquisando na internet. “Buscava notícias que eventualmente saem sobre a Casa, e deparei com o documento. Foi um susto enorme, que gerou muita apreensão”. Após tomar conhecimento do fato, Renato comenta que o momento é de buscar apoio. “Queremos divulgar à sociedade o que aconteceu e buscar ajuda também da universidade. A moradia estudantil é um papel que caberia ao Estado e agora o próprio governo quer acabar com a entidade, jogando baixo”.

Aos simpatizantes da causa estudantil, o morador Rafael Cavalcanti, estudante de Jornalismo da Unisinos, ressalta que a Casa não irá desistir de manter sua sede atual: “Já estamos novamente mobilizados para o convencimento dos parlamentares, e para isso é preciso haver pressão. Quem quiser e puder contribuir com a luta, podem ajudar participando das atividades, moções de apoio e difundindo o fato”.