1 de abril de 2019

DITADURA NUNCA MAIS!

Historicamente a CEU posiciona-se sob a chancela da democracia, isto é, dos direitos de uma sociedade livre e igualitária, em respeito à diversidade e o compromisso com a ética. 



Nós, estudantes universitários, construímos o futuro do país com base no conhecimento crítico e por isso, não nos deixamos levar por lados obscuros da história que tentam esconder os terrores imperados pela ditadura. Ideias que ferem ou inibem a liberdade de cada um não combinam com o exercício democrático, seja qual for a nuance político-partidário. Em 1968, no episódio denominado “cerco da CEU” evidenciou-se o espírito da casa, que impõe-se a atitude autoritária da polícia política da época, defendendo seu espaço. 

A história às vezes nos surpreende, mas não nos pega desprevenido. Em 31 de março de 2019, a Casa do estudante universitário do Paraná, reitera sua defesa a democracia e soma sua voz ao grito de DITADURA NUNCA MAIS!

20 de março de 2019

INICIO DAS ATIVIDADES DO MÊS DO CALOURO

As atividades do Mês do Calouro, começaram no último sábado (16 de março). O evento realizado no salão nobre da Casa do Estudante Universitário (CEU), tem o objetivo de incentivar e acompanhar os novos estudantes, tanto como moradores quanto em suas vidas acadêmicas, a programação para quatro finais de semana, montadas pelo Conselho Administrativo, Fiscal e Curador, além da participação dos departamentos, incluem palestras, mutirões, dinâmicas e no final um campeonato com outras casas estudantis: Casa do Estudante Luterano Universitário (CELU), Casa da Estudante Universitária de Curitiba (CEUC), Lar das Acadêmicas de Curitiba (LAC) e Casa do Estudante Nipo Brasileiro de Curitiba (CENIBRAC).

1º Dia - CEU, QUE LUGAR É ESSE?

O morador e estudante de Arquitetura e Urbanismo da UTFPR, Gilberto Garcez, residente na casa desde início de 2015, apresentou aos calouros o histórico da casa. Gil conta que escolheu a história da CEU como objeto de estudo, devido a um trabalho de faculdade, na matéria “Patrimônio Cultural e Restauro”, isso se juntou com a vontade de querer entender o porque a Fundação tinha tanta relevância na história de Curitiba.



“Saber da história do lugar onde você vive é muito bom” Gilberto Garcez. (FOTO: Lucas Bittencourt)

A segunda  Tesoureira do Conselho Administrativo, Amanda Ferreira  fala sobre a importância de saber a história da casa “A palestra do Gilberto (CEU, que lugar é esse?) me mostrou que aqui não é um lugar para eu morar e ir embora. A CEU já foi uma potência muito grande no cenário paranaense e estudantil, isso me faz pensar: como podemos voltar a ser essa potência? Esse questionamento me faz refletir que tudo isso está nas nossas mãos, sobre o legado que queremos deixar para o futuro” finaliza.

O evento ainda contou com a participação de ex-moradores como: Orlando Lima, Sido, atual funcionário da casa e o Ex-ministro da Saúde, Borges da Silveira. Na roda de conversa os três falam sobre a relevância da Fundação como instrumento de desenvolvimento pessoal e capacitação profissional, por entenderem que o modelo de administração da casa é um laboratório onde os moradores colocam em prática as teorias que estudam na Universidade, além de possibilitar a construção de novas habilidades. Exploraram também como é importante assumir demandas e exercer o protagonismo, como disse Sido “a CEU existe para formar lideranças [...] Ela tem uma característica peculiar de fomentar o desenvolvimento intelectual para além do âmbito acadêmico”.

Os ex moradores, da direita para esquerda: Sido, Orlando e Borges da Silveira Ex-ministro da saúde. (FOTO: Lucas Bittencourt)

A graduanda em Letras pela UFPR, Anna Karolina, vem de  Formosa do Oeste (PR), relata sua opinião sobre a casa “Acredito que aqui, por ser um ambiente diverso, tem várias oportunidades de desenvolvimento, e espero poder aproveitar todas elas” . Já para Vinicius Fortunato, de Paraíso do Norte (PR), fala que a casa teve influência na escolha do seu curso “Eu conheci a CEU há três anos atrás quando eu comecei a treinar capoeira aqui. E foi por causa da capoeira que eu escolhi estudar Educação Física, então posso dizer que a CEU está ligada a minha inspiração”.

Em entrevista com os dois ex-moradores Orlando e Borges, eles expressam sua gratidão por terem vivido a experiência de morar na CEU “eu devo tudo para a CEU [...] porque minha família não tinha condições de me manter estudando em Curitiba [...] a minha formação, não só médica, mas também política foi aqui na CEU” relata Borges da Silveira. Já Orlando em poucas palavras  fala sobre como a viver como ser ceuense contribuiu para seu amadurecimento “A CEU me preparou para a vida”.

O calouro Andrey Barros no jantar de boas vindas. (FOTO: Pâmela Santiago)

“Eu creio que a casa vai me preparar para ser um cidadão melhor, preparado para o mundo porque aqui você convive com pessoas muito diferentes e, com isso, você aprende a ter mais empatia e respeito com o próximo” diz o calouro Andrey Lucas Dias Barros. estudante de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, natural de Natal (RN). Feliciano vem da Angola, mestrando em Ciências do Solo na UFPR, e diz “Enquanto viver em coletividade, eu acho que a tolerância, respeito e união são fundamentais para atingirmos nossos objetivos”

O segundo momento do dia, ocorreu na parte da noite, o jantar de boas vindas, com música, dança e muita conversa entre todos. O momento foi pensado para que os calouros e veteranos pudessem interagir e se conectar. Depois do jantar os calouros fizeram a escolha de seus padrinhos, os mesmos tem a missão de acompanhar esses  calouros na sua nova experiência como moradores da CEU.

“A CEU é aprender a lidar com pessoas, um grande laboratório social, um Brasil em miniatura. É aprender a conviver com diversas pessoas, visões de mundo, experiências.” diz o estudante de Geologia, Konrado Leite, padrinho do Calouro Andrey. Estefani de Registro (SP) é a madrinha de Anna, que em suas palavras: “Está sendo incrível morar na CEU, hoje valorizo ainda mais essa experiência, essa relação com outros estudantes, de diferentes níveis acadêmicos, pessoas mais velhas e também mais novas, então podemos transitar entre, receber bastante conhecimento e passar conhecimento. Pretendo ajudar meus afilhados com o conhecimento e experiência que eu já tenho sobre a  Universidade, a CEU e sobre viver em Curitiba.”

A noite foi encerrada com uma dinâmica de acolhimento, com leitura de um poema e o corredor do abraço, organizada pelo Conselho Curador, Departamento Social e Departamento de Recepção.

Thiago Berça escolhendo seu padrinho Peterson Senha. (FOTO: Pâmela Santiago)

Para o estudante de Jornalismo Robson Delgado, que veio de São Gabriel da Cachoeira (AM), se sentir pertencente e querido num lugar novo te faz sentir menos falta de casa, os amigos formados são a nova família  Eu lembro da primeira vez em que chamei a CEU de minha casa [...] nunca vou me esquecer. [...]Então, agradeço aos amigos, que fiz aqui, pois sem o apoio que me deram eu poderia ter desistido da Universidade. Quero passar e manter isso com os meus afilhados, essa amizade, sentimento de fraternidade e pertencimento.” finaliza o padrinho Vinícius.

2º Dia - Palestra sobre Coletividade

O mês do calouro teve continuidade no domingo, 17, no salão nobre, tendo como tema central a coletividade. Com presença de Marcelo Almeida, que produziu uma reportagem sobre a casa, e Gilberto Ferreira, ex-morador e atual desembargador no Estado do Paraná. Ambos demonstraram a importância do viver em conjunto, de como essas experiências impactam nas nossas percepções sobre o outro e sobre quem nós somos e queremos.

A palestra de Marcelo Almeida contemplava o tema Coletividade. (FOTO: Robson Delgado)

Em sua fala, Marcelo conta que sua matéria o ajudou a ver a CEU de outra a forma e a se livrar do preconceito que tinha com a casa. “Eu quero fazer uma matéria para o Paraná descobrir o que é a Casa do Estudante, meu papel com a Casa do Estudante é de ser um articulador entre a sociedade e vocês (moradores)”, explica ele.

Ao entrevistar o veterano Elimar Kauffmann, diz que “A CEU me ajuda a desenvolver o potencial de liderança. Tive oportunidade de assumir a liderança de um departamento e isso foi muito desafiador para mim, pois nos primeiros dias eu mal sabia onde ficavam chaves de cada ambiente; e hoje sei que cada aprendizado, por mais simples que pareça, me tornou mais capaz de lidar com outras demandas da casa e até na Universidade”. É a mesma sensação que o calouro Carlos que vem de Cascavel (PR) espera, adquirir mais aprendizados “Eu enxergo que essa convivência com pessoas de diversos cursos, lugares e experiências vai me possibilitar aprender muito mais do que está na minha grade curricular da Universidade.”

O ex-morador Gilberto Ferreira falou da sua experiencia do coletivo na Fundação. (FOTO: Robson Delgado)

Para Gilberto, a sua vivência na CEU o ajudou em sua formação profissional. Ele conta que as eleições de chapas que participou na casa foram experiências que contribuíram para que ele fosse eleito presidente da Associação dos Magistrados do Paraná. “Eu tenho ela [a CEU] como fundamental na minha vida; ela me preparou para a vida de adulto, de dirigente, de juiz, de pai.”

O estudante de Engenharia Mecatrônica da UTFPR, Yago, fala de sua experiência antes de ser morador “Nos reunirmos para trabalhar em prol de uma casa melhor é um exemplo de coletividade, a galera se reunir para jogar vôlei e futebol aos finais de semana também é um exemplo de coletividade e fraternidade. Mesmo eu estando na casa (como mensalista) desde de agosto do ano passado, o mês do calouro reforça em mim a sensação de acolhimento. Todos os calouros, com quem conversei sobre, dizem sentir o mesmo acolhimento e pertencimento”. O veterano na casa Giulio Henrique, estuda Ciências Contábeis relata que “aprendi a conviver mais com outras pessoas, entender o que elas precisam e como isso me impacta. Além disso, minha experiência com a tesouraria da casa me possibilita exercitar o que eu aprendo no curso” finaliza o 1º tesoureiro da Fundação.

 Calouros e veteranos junto com os palestrantes do 2º dia de integração. (FOTO: Robson Delgado)

Após as palestras, a agenda dos calouros seguiu com algumas dinâmicas onde eles saíram pela casa para conhecer os espaços e interagirem com os diretores e representantes dos departamentos que compõem a administração da casa.


Acesse a galeria completa de fotos dos dois eventos clicando nas datas:Dia 16 e Dia 17.


Gabriela Nunes (UTFPR) e Lucas Bittencourt (UFPR)
Texto

Robson Delgado (UFPR)
Edição

12 de março de 2019

MÊS DO CALOURO CEU


O mês de março será marcado por uma sequência de atividades voltadas aos novos moradores da CEU.  O “Mês do Calouro” que se baseia na integração entre veteranos e calouros, e a própria Fundação, propondo ações de conscientização dos novos públicos da instituição e terá como base questões relacionadas aos desafios de uma vida em coletividade.  

As atividades estão programadas para os finais de semana, com início no próximo sábado (16) e previsão de encerramento para o primeiro domingo do mês de abril (07). Com muitas atividades, o evento contará com ações propostas pelo Conselho Fiscal e Curador em parceria com a diretoria de departamentos sob coordenação do Conselho administrativo. Haverá ainda, a presença dos parceiros institucionais, a exemplo da Fundação Ulysses Guimarães e Rotary Clube de Curitiba.

As ações incluem palestras; dinâmicas; trotes solidários; mutirão de organização e uma mesa redonda que debaterá questões relacionadas à violência de gênero. Como encerramento, a CEU irá sediar um campeonato esportivo entre todas as Casas de estudantes de Curitiba.


Calouros da Banca 2018.3 e 2019.1 (Foto: Robson Delgado. Arte: Leandro Ferreira)


SOBRE A PROGRAMAÇÃO

Dia 16 de março (Sábado):

Tarde-

Na abertura, sábado (16), às 14h00 às 17h30, serão realizadas ações de resgate histórico da CEU e um bate-papo com os ex-moradores da Fundação. A proposta é aproximar diferentes gerações para um diálogo sobre as experiências de crescimento pessoal e profissional que a CEU possibilita aos seus moradores. Como convidados estarão presentes   Sido Feilstrecker Jr, agrônomo e atual funcionário da instituição; Orlando Lima, profissional da odontologia, além de Luiz Carlos Borges da Silveira, médico e ex-ministro da saúde no governo do ex-presidente da República José Sarney.
Confira mais sobre o convidado Luiz Carlos Borges da Siqueira clicando  aqui.
Noite-
Ainda no sábado, no período da noite, das 19h30 às 22h00, ocorrerá um jantar de “Boas-Vindas” organizado pelo departamento de gastronomia da CEU. O episódio integrará calouros e veteranos com atividades de canto, dinâmicas e apadrinhamento. O jantar será servido gratuitamente e a ação será conduzida por departamentos e conselhos.
Dia 17 de março (Domingo):
No domingo (17), das 15h00 às 17h00, será realizada uma palestra com a temática de “Coletividade”. O momento será conduzido pelo empresário Marcelo Almeida e tratará sobre princípios que regem a vida em um grupo social. Como convidado especial, a CEU terá a participação do ex-morador Gilberto Ferreira, Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná e atual presidente do TRE. O evento ocorrerá no salão nobre da CEU.
Saiba mais sobre os candidatos clicando nos seus nomes: Marcelo Almeida e Gilberto Ferreira.

Marcelo Almeida já esteve na casa quando gravou a reportagem explorando um pouco a CEU. Você pode conferir a reportagem clicando no link aqui.

Dia 23 de março (Sábado):
A programação também conta com um mutirão de organização e limpeza que será realizado no sábado, dia 23. Na ocasião, os calouros irão ajudar na reorganização dos espaços da CEU. A principal proposta é a revitalização da área verde e decoração do jardim em parceria com o departamento de jardinagem. O projeto inclui a instalação de uma placa dando referência à instituição no ambiente externo da CEU e colocação de mudas de flores por todo o espaço verde da Fundação. O projeto será conduzido pelo morador da CEU e mestrando em produção vegetal, Cassiano Emílio e conta com um terço do apoio financeiro dos ex-moradores da CEU. O encontro será no salão nobre, às 09h30, após o café da manhã.
Dia 24 de março (Domingo):
MANHÃ-
No domingo (24), o Conselho Fiscal irá conduzir o vento “Eu e a Universidade, Como Cuidar dessa relação? ”. Para desenvolvimento da proposta, uma parceria foi estabelecida com Pró-reitoria de Assistência Estudantil, da Universidade Federal do Paraná. A ação será conduzida com apoio de psicopedagogos e busca aproximar a realidade da universidade dos novos graduandos ao trabalhar com temáticas relacionadas à vida acadêmica, como exemplo: autoestima relacionada notas, dificuldade de adaptação no curso escolhido e o medo do desconhecido. O evento terá como convidada especial Cíntia Leal, advogada e professora, também ex-moradora da CEU.

TARDE-
Ainda no domingo (24), no período da tarde, 14h00, o Conselho Curador conduzirá o evento “Como você está emocionalmente?”. A pauta sobre saúde mental tem ganhado espaço nas discussões, em todos os setores da CEU e por isso, a proposta será desenvolvida a fim de orientar o novo morador com ações de orientações sobre apoios psicológicos e dicas para a promoção de um bem-estar físico e mental.  O evento terá a parceria da UNESPAR e será conduzido pelo Conselho, em parceria com o departamento social.

Dia 30 de março (Sábado):
No dia 30, às 14h00 no salão nobre, ocorrerá o TROTE SOLIDÁRIO. A ação se dará em um dia de recreação cultural, com 60 crianças da comunidade Vila Torres (comunidade carente de Curitiba). Na ocasião, será lançado o livro de poesias “Passos, Passos. Pensamentos de Crianças”, fruto do projeto de potencialização da leitura e escrita e formação de novos escritores infantis, desenvolvido pelo Clube Rotaract CEU, em conjunto com o Rotary. A publicação do livro tem apoio do Rotary e patrocínio da empresa Fibracem Teleinformática. Saiba mais sobre a empresa:

Dia 31 de março (Domingo):
No dia 31, às 15h00 no salão de jogos, haverá um workshop de projetos desenvolvidos na CEU e explicações de como fazer para participar das ações da CEU e de parceiros. Entre as ações estão: Movimento empresa Júnior do Paraná, representantes do Pilates, Jiu-jitsu, canto, Vozes da CEU, Jesus In CEU, Ciclo de estudos Negros, Contato na CEU, Capoeira e Rotaracty CEU. (O evento terá duração de uma hora e meia e possui a participação facultativa)

Dia 06 de abril (Sábado):
No último final de semana, as ações serão marcadas por dois grandes eventos. O primeiro, no sábado (06 de abril) acontecerá uma mesa redonda com o tema:  “A Violência de gênero e a juventude universitária. Como prevenir? ” No evento estarão reunidos representantes do Direitos humanos da PUCPR, representante dos estudos em gêneros da UFPR, representantes da defensoria pública do estado do Paraná, Ong's e lideranças do movimento “Lute Como uma Garota”. O evento terá intervenções culturais e é realizado pela parceria da CEU, Fundação Ulysses Guimarães.
Conheça mais sobre a Fundação clicando aqui.
Dia 07 de abril (Domingo):
O último dia, domingo (07), a CEU sediará o campeonato esportivo entre todas as Casas de estudantes de Curitiba. O evento irá integrar calouros e veteranos em uma sequência de ações para entretenimento, expansão dos vínculos afetivos entre moradores de todas as casas e incentivo à prática de jogos e esportes. O evento será aberto a todos os moradores e contará com almoço na CEU, no valor de 4,50 por unidade.

O “mês do calouro” é a recepção integrada, destinada especialmente aos novos moradores da CEU. Com duração de quatro finais de semana, a programação foi elaborada com base em demandas apresentadas por grupos da Fundação e todas as ações possuem coordenação do conselho administrativo da CEU.

2 de março de 2019

CEU APOIA PROJETOS DA SOCIEDADE CIVIL.

CONFIRA AS AÇÕES SELECIONADAS:

A casa do estudante universitário (CEU) divulga neste sábado, 02 de março, o resultado do edital de Cessão dos Espaços da Fundação. As propostas selecionadas são atividades de cunho cultural, educativo, de fortalecimento de vínculos e promoção da saúde física dos participantes.     

Através de novas parcerias, a Fundação visa ser uma ponte para a conexão entre profissionais de diversas áreas da educação e estudantes, a fim de possibilitar maior interação com a sociedade civil ao acolher atividades que impactam, de forma positiva, no cotidiano, vinculando pessoas de grupos distintos em um mesmo ambiente para que juntos, provoquem efeitos capazes de ressignificar o ambiente ao qual estão imersos.

Ao abrir às portas para a comunidade, a CEU assume o papel de transformação de seu território, entendendo que o desenvolvimento coletivo depende da diversidade de experiências dos “sujeitos” que integram o mesmo espaço.   Por isso, a CEU tem o prazer em convidar a todos os contemplados com o apoio institucional, para a participação no “Café Contrato”, no dia 09 de março, às 10h00, para que as parcerias sejam realizadas oficialmente.  


Bem-Vindos à CEU!
Segue a tabela dos Projetos Deferidos e Indeferidos:
APROVADOS
INDEFERIDOS:


Dança De Salão CEP
Modulado De Pesquisa Teatral
Tirésias, Clube de Leitura na CEU
Curso Técnico Em Teatro
O Mundo Além da Observação / artes Visuais
Gruta Musical
Aulas de Pilates, Tênis de mesa e xadrez CEP
Grutinha Musical
Ciclo de estudos negros/UFPR
Ginástica Rítmica
Morganti Ju-Jitsu CELU
Aulas De Yoga E Acroyoga
Aula de canto/ voz e expressão CEP
Coletiva De Arte 21 
Jesus in CEU (JIC)

CURSO PRÉ-VESTIBULAR GRATUITO EM AÇÃO

HÁ DOIS  - ensaio geral espetáculo de dança

Capoeira na CEU – Locação Social

ConTato na CEU – Locação Social

16 de fevereiro de 2019

FAÇA PARTE DESTA HISTÓRIA

A Casa do Estudante Universitário do Paraná (CEU), idealizada pelos estudantes, com a ajuda da Primeira Dama Hermínia Rolim Lupion, esposa do Governador da época Moysés Lupion, engajada em causas sociais, Hermínia buscou amparar a causa estudantil que necessitava de um espaço para moradia estudantil. 

Hermínia Lupion conseguiu que os 144 moradores da época, em agosto de 1948, ocupassem a Casa provisória localizada na Avenida Luiz Xavier, no mesmo local onde antes funcionava um hotel. Lá também operou-se o departamento da União Paranaense dos Estudantes (UPE), a Casa do Estudante se tornou uma fundação conquistando sua autonomia e seu próprio estatuto apenas no final de 1949. No mesmo ano o Governo iniciou a obra da sede definitiva da CEU, localizado na Rua Luiz Leão número 1, tendo como seu vizinho e considerada hoje pelos seus moradores como "quintal de casa" o Passeio Público e em suas proximidades dois campi da Universidade Federal do Paraná: a reitoria e o prédio histórico. A CEU foentão fundada em 11 de agosto de 1948, pelo Presidente da República Juscelino Kubitschek.  

Inauguração da Casa do Estudante Universitário (CEU), na foto estão presentes o Presidente Juscelino Kubitschek, o Governador Moysés Lupion e a Primeira Dama Hermínia Rolim Lupion.

A Casa tem o orgulho de apresentar hoje à sociedade, seus ex moradores que foram ou são atualmente celebridades políticas e profissionais de grande sucesso, exaltando a iniciativa e vontade de ver acontecer que reside dentro de seus moradores e ex-moradores. Nomes da sociedade paranaense temos os influentes José Richa e Orlando Pessuti e os bem-sucedidos empresários Luiz Carlos Borges da Silveira e Renato Geraldo Mendes, assim como o Promotor Público Edson Luiz Peters.

A CEU é voltada para estudantes de graduação, pós-graduação, cursinhos pré-vestibulares, procedentes do interior do Paraná, e de outras regiões do Brasil, atualmente de 16 estados (AM, BA, CE, DF, GO, RJ, SP, RS, SC, PA, MT, MG, TO, PI e MS). Assim como também intercambistas das mais diversas partes do mundo, que hoje totalizam 10 pessoas, vindo de países como São Tomé, Cabo Verde, Peru, Colômbia, Bolívia e Argentina. 

O estudante do quarto ano de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Nilton Cardoso, veio de Cabo Verde na África, chegou no Brasil em 2015, não fazia ideia que a cidade de Curitiba existia, e pesquisou mais sobre a cidade na internet, assim como Curitiba, a CEU também era  desconhecida para ele, que descobriu a Casa pelo boca a boca, pelo conhecido ditado "um amigo de um amigo meu", que já havia morado na Fundação. A relação de Nilton com a CEU é inspiradora, visto que foi reprovado em algumas de suas tentativas a entrar na casa, e foi aprovado somente na banca 2016.2. Cabo Verde, como é chamado pelos amigos, explica sua sensação depois de sua aprovação na banca "Você começa a viver mesmo a CEU, tem que dar as oito horas. Entrei no departamento de Patrimônio, ai comecei a viver e querer trabalhar pra casa, as pessoas começam a ver com o tempo, a parcela de pessoas que trabalham, não é proporcional a demanda da casa, que possuem 250 moradores, mas a gente percebe que tem pessoas que dão o sangue pela casa". E ressalta o que vai levar da CEU assim que sair da casa "Saudade, provavelmente muita raiva de algumas pessoas (risos), mas levaria muita saudade e muito aprendizado, principalmente a ter paciência".

Festa de 70 anos da Casa do Estuante Universitário (2018). Da esquerda para a direita: Larissa Sanches, Nilton Cardoso, Orlando Monteiro e Paulo Henrique.

Para Larissa Sanches, estudante do segundo ano de Engenharia Mecânica pela UFPR, vem de Jandaia do Sul (PR), a CEU é um lugar para morar que mais se assemelha a nosso primeiro lar, como uma casa de família, em relação a comodidade e acolhimento. Em suas palavras "A responsabilidade cresce, também a parte de você se tornar acolhedor, você se torna mais comunicativo, durante quatro meses fiquei na vice coordenação de um departamento, depois saí e fui para outra, e isso me fez crescer bastante tanto no profissional quanto no pessoal, eu aprendi a me relacionar mais  com as pessoas e a me organizar mais". Larissa completa ainda seus desejos como futura ex moradora "Quero continuar ajudando a CEU, de alguma forma, sempre de olho na CEU. Como muito ex morador presente na  convenção, conheci vários que tem essa visão da casa hoje, a CEU impacta  na formação de pessoas, quando você entra aqui você aprende muito e isso é impactante na sociedade, muda a vida de todo mundo que passa aqui".

Aniversário de 70 anos da CEU (2018). Larissa Sanches e Nilton Cardoso.

Proporcionando um ambiente favorável para estudar e acessível para morar, a Fundação é mantida financeira e administrativamente pelos próprios estudantes residentes, por meio de trabalho voluntário e contribuições mensais, vale lembrar que a CEU não possui um valor fixo para os moradores, pois não é um aluguel, as contas da casa são dividas entre todos os moradores, sendo assim uma forma de rateio. A Hospedagem da CEU também contribui na geração de receitas para a casa, podendo diminuir o valor mensal dividido entre os moradores. A Fundação também promove e apoia atividades de cunho artístico e cultural, fortalecendo a Residência Universitária.

Os beneficiários contam com café da manhã diário, cozinha colaborativa, sala de estudos, sala de jogos, sala de TV, quadra poliesportiva, churrasqueira, serviços de portaria e de lavanderia 24 horas e acesso ilimitado à Internet. Para tornar-se residente, o estudante passa por processo seletivo simplificado e desburocratizado, que considera, basicamente, a vulnerabilidade socioeconômica. É necessário, no entanto, estar regularmente matriculado em instituição de ensino, localizada em Curitiba (PR), e que os pais sejam moradores de outra cidade. Hoje a CEU é considerada uma Organização da Sociedade Civil (OSC), que completa em 2019, 71 anos de história, com personalidade jurídica de direito privado, sem finalidade lucrativa.

Agora é a sua vez, futuro morador(a), você pode fazer parte da história da maior Casa Estudantil Autônoma da América Latina, a CEU te recebe de braços abertos para que juntos possamos construir novas ideias, projetos e amizades.

Assista o vídeo sobre a casa acessando o link: https://youtu.be/PRctmMqNzF4

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