7 de agosto de 2019

COPA SUL MORGANTI JU-JITSU AQUI NA CEU

Dentre os dias 3 e 4 de agosto, aconteceu aqui na CEU a 4ª Copa Sul de Morganti Ju-Jitsu (MJJ), evento organizado pelo projeto social MJJ-PR em parceria com, a Casa do Estudante Luterano (CELU), a CEU e o Colégio Estadual Sen. Manuel A. Guimarães (CESMAG).



Foram dois dias de apresentações culturais, aulas de defesa pessoal, graduação de atletas por meio do exame para troca de faixa e o campeonato interestadual com a participação de atletas locais e dos estados de São Paulo e Santa Catarina.

O projeto MJJ-PR nasceu e iniciou-se na CELU, no ano de 2016, e, desde então, se mantem ativo, buscando por crescimento, tanto em espaço quanto em atletas. No ano de 2019, firmou parcerias com a CEU e o CESMAG ampliando o dojô de treinamento. Hoje, o projeto MJJ-PR em Curitiba é o único polo de treinamento oficial da modalidade no Estado do Paraná, motivo de grande orgulho e responsabilidade para o grupo.

Dentre as várias categorias do campeonato, atletas da CEU conseguiram os mais diversos lugares no podium.

Ao final do cronograma do campeonato, os participantes puderam ter um momento de integração em um almoço comunitário na CELU.

O evento contou com a presença do Shidoshi Ricardo Morganti, idealizador da modalidade no Brasil, e de um representante da Secretaria de Esportes e Lazer do município, que fez um convite para trazer o campeonato nacional de MJJ para a cidade. Com isso, a perspectiva é que Curitiba receba o próximo campeonato nacional da modalidade, com o apoio da prefeitura.

Álbum de fotos

4 de agosto de 2019

EDITAL DE SELEÇÃO DE PROJETOS 


A Casa do Estudante Universitário, no exercício da sua responsabilidade social, abre o segundo edital para a seleção dos projetos que serão beneficiados com a CESSÃO (uso gratuito) dos salões/espaços da Fundação. O objetivo é fortalecer ações culturais, formativas e educacionais, acolhendo potencialidades de grupos e instituições de toda a região e fortalecendo a relação mútua entre a sociedade civil e a Fundação com atuações da comunidade externa.



As inscrições para a seleção de projetos a serem apoiados pela CEU com a cessão de uso dos nossos espaços estarão disponíveis entre 04 de agosto de 2019 até 19 do mesmo mês e ano. As alianças serão realizadas através de um contrato de cessão de espaço, com duração média prevista em 06 (seis)meses. 

Os espaços serão destinados a projetos que beneficiem os seguintes pilares:

  • Sociedade
  • Instituição
  • Proponente
  • Morador da CEU


Os projetos contemplados pelo edital do semestre anterior, se interessados em continuar usando os espaços da CEU, devem participar desse novo edital. 

A CEU partilha seus ambientes como apoio necessário para abraçar, fortalecer e impulsionar as iniciativas que potencializem saberes nas mais variadas interpretações da palavra. 

Para informações sobre estrutura dos ambientes disponibilizados, verifique o portfólio fotográfico.

Para inscrição, os interessados devem preencher os documentos e encaminhar para o e-mail vicepresidencia1.ca@ceupr.org.br, acompanhado do comprovante de pagamento da taxa  no valor de dez reais.

Conheça os espaços clicando nos links abaixo:

Anexos:


Para dúvidas ou mais informações, escreva para: vicepresidencia1.ca@ceupr.org.br


20 de julho de 2019

Processo Seletivo



PROCURANDO ONDE MORAR EM CURITIBA? A CEU TEM VAGA! 

Inscrições para o Processo Seletivo vão até a próxima sexta-feira (26)

Foto Reprodução



       As Inscrições para a seleção da segunda turma de moradores da CEU irá até próxima sexta-feira (26).  As vagas são destinadas a estudantes de graduação (bacharelado e licenciatura) e de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado), além de pré-universitários. Para participar, é necessário que o candidato esteja regularmente matriculado em curso presencial, em instituição de ensino localizada na capital paranaense, e que os pais sejam moradores de outra cidade.

Além disso, é necessário passar por uma avaliação em um processo seletivo simplificado com entrevistas e análise documental que averigua a vulnerabilidade socioeconômica dos estudantes. A seleção é composta por três etapas: inscrição e análise de documentos, entrevista individual e integração dos novos Ceuenses. Além das etapas anteriores, os estudantes aprovados passam por uma ação de conscientização e permanecem sob um período probatório de seis meses para adaptação.


       Entre os benefícios oferecidos aos contemplados, a CEU oferece café da manhã; internet; cozinha colaborativa; sala de estudos; sala de jogos;  sala de TV; quadra poliesportiva; serviços de portaria e lavanderia 24 horas. Para os candidatos do Processo Seletivo, a CEU  disponibiliza  o alojamento no valor de 30,00, já incluso o café da manhã.  Para reservar uma vaga, o candidato deverá encaminhar um e-mail para secretaria@ceupr.org.br. 

A Hospedagem se divide em Masculina e Feminina 
A CEU é uma das poucas residências estudantis que não possui vínculo com a universidade e é a maior Casa de Estudante auto gerível de toda a América Latina, possibilitando o crescimento pessoal e profissional dos seus moradores através do seu modelo de organização. Com essa estrutura, a CEU é gerenciada por seus moradores e todos colaboram em algum departamento (setor) da casa. Através da autonomia de suas gestões, a CEU preparou inúmeros líderes e auxiliou na formação de muitos profissionais que atuaram em diferentes áreas do conhecimento e da estrutura social da cidade, do país e do mundo, sendo esse o grande marco da Casa do Estudante Universitário do Paraná: uma instituição feita de nomes, rostos e de muitas histórias.  Então, que tal compartilhar sua?!

Dúvidas: Presidência do Processo Seletivo 2019.1 

1 de abril de 2019

DITADURA NUNCA MAIS!

Historicamente a CEU posiciona-se sob a chancela da democracia, isto é, dos direitos de uma sociedade livre e igualitária, em respeito à diversidade e o compromisso com a ética. 



Nós, estudantes universitários, construímos o futuro do país com base no conhecimento crítico e por isso, não nos deixamos levar por lados obscuros da história que tentam esconder os terrores imperados pela ditadura. Ideias que ferem ou inibem a liberdade de cada um não combinam com o exercício democrático, seja qual for a nuance político-partidário. Em 1968, no episódio denominado “cerco da CEU” evidenciou-se o espírito da casa, que impõe-se a atitude autoritária da polícia política da época, defendendo seu espaço. 

A história às vezes nos surpreende, mas não nos pega desprevenido. Em 31 de março de 2019, a Casa do estudante universitário do Paraná, reitera sua defesa a democracia e soma sua voz ao grito de DITADURA NUNCA MAIS!

20 de março de 2019

INICIO DAS ATIVIDADES DO MÊS DO CALOURO

As atividades do Mês do Calouro, começaram no último sábado (16 de março). O evento realizado no salão nobre da Casa do Estudante Universitário (CEU), tem o objetivo de incentivar e acompanhar os novos estudantes, tanto como moradores quanto em suas vidas acadêmicas, a programação para quatro finais de semana, montadas pelo Conselho Administrativo, Fiscal e Curador, além da participação dos departamentos, incluem palestras, mutirões, dinâmicas e no final um campeonato com outras casas estudantis: Casa do Estudante Luterano Universitário (CELU), Casa da Estudante Universitária de Curitiba (CEUC), Lar das Acadêmicas de Curitiba (LAC) e Casa do Estudante Nipo Brasileiro de Curitiba (CENIBRAC).

1º Dia - CEU, QUE LUGAR É ESSE?

O morador e estudante de Arquitetura e Urbanismo da UTFPR, Gilberto Garcez, residente na casa desde início de 2015, apresentou aos calouros o histórico da casa. Gil conta que escolheu a história da CEU como objeto de estudo, devido a um trabalho de faculdade, na matéria “Patrimônio Cultural e Restauro”, isso se juntou com a vontade de querer entender o porque a Fundação tinha tanta relevância na história de Curitiba.



“Saber da história do lugar onde você vive é muito bom” Gilberto Garcez. (FOTO: Lucas Bittencourt)

A segunda  Tesoureira do Conselho Administrativo, Amanda Ferreira  fala sobre a importância de saber a história da casa “A palestra do Gilberto (CEU, que lugar é esse?) me mostrou que aqui não é um lugar para eu morar e ir embora. A CEU já foi uma potência muito grande no cenário paranaense e estudantil, isso me faz pensar: como podemos voltar a ser essa potência? Esse questionamento me faz refletir que tudo isso está nas nossas mãos, sobre o legado que queremos deixar para o futuro” finaliza.

O evento ainda contou com a participação de ex-moradores como: Orlando Lima, Sido, atual funcionário da casa e o Ex-ministro da Saúde, Borges da Silveira. Na roda de conversa os três falam sobre a relevância da Fundação como instrumento de desenvolvimento pessoal e capacitação profissional, por entenderem que o modelo de administração da casa é um laboratório onde os moradores colocam em prática as teorias que estudam na Universidade, além de possibilitar a construção de novas habilidades. Exploraram também como é importante assumir demandas e exercer o protagonismo, como disse Sido “a CEU existe para formar lideranças [...] Ela tem uma característica peculiar de fomentar o desenvolvimento intelectual para além do âmbito acadêmico”.

Os ex moradores, da direita para esquerda: Sido, Orlando e Borges da Silveira Ex-ministro da saúde. (FOTO: Lucas Bittencourt)

A graduanda em Letras pela UFPR, Anna Karolina, vem de  Formosa do Oeste (PR), relata sua opinião sobre a casa “Acredito que aqui, por ser um ambiente diverso, tem várias oportunidades de desenvolvimento, e espero poder aproveitar todas elas” . Já para Vinicius Fortunato, de Paraíso do Norte (PR), fala que a casa teve influência na escolha do seu curso “Eu conheci a CEU há três anos atrás quando eu comecei a treinar capoeira aqui. E foi por causa da capoeira que eu escolhi estudar Educação Física, então posso dizer que a CEU está ligada a minha inspiração”.

Em entrevista com os dois ex-moradores Orlando e Borges, eles expressam sua gratidão por terem vivido a experiência de morar na CEU “eu devo tudo para a CEU [...] porque minha família não tinha condições de me manter estudando em Curitiba [...] a minha formação, não só médica, mas também política foi aqui na CEU” relata Borges da Silveira. Já Orlando em poucas palavras  fala sobre como a viver como ser ceuense contribuiu para seu amadurecimento “A CEU me preparou para a vida”.

O calouro Andrey Barros no jantar de boas vindas. (FOTO: Pâmela Santiago)

“Eu creio que a casa vai me preparar para ser um cidadão melhor, preparado para o mundo porque aqui você convive com pessoas muito diferentes e, com isso, você aprende a ter mais empatia e respeito com o próximo” diz o calouro Andrey Lucas Dias Barros. estudante de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, natural de Natal (RN). Feliciano vem da Angola, mestrando em Ciências do Solo na UFPR, e diz “Enquanto viver em coletividade, eu acho que a tolerância, respeito e união são fundamentais para atingirmos nossos objetivos”

O segundo momento do dia, ocorreu na parte da noite, o jantar de boas vindas, com música, dança e muita conversa entre todos. O momento foi pensado para que os calouros e veteranos pudessem interagir e se conectar. Depois do jantar os calouros fizeram a escolha de seus padrinhos, os mesmos tem a missão de acompanhar esses  calouros na sua nova experiência como moradores da CEU.

“A CEU é aprender a lidar com pessoas, um grande laboratório social, um Brasil em miniatura. É aprender a conviver com diversas pessoas, visões de mundo, experiências.” diz o estudante de Geologia, Konrado Leite, padrinho do Calouro Andrey. Estefani de Registro (SP) é a madrinha de Anna, que em suas palavras: “Está sendo incrível morar na CEU, hoje valorizo ainda mais essa experiência, essa relação com outros estudantes, de diferentes níveis acadêmicos, pessoas mais velhas e também mais novas, então podemos transitar entre, receber bastante conhecimento e passar conhecimento. Pretendo ajudar meus afilhados com o conhecimento e experiência que eu já tenho sobre a  Universidade, a CEU e sobre viver em Curitiba.”

A noite foi encerrada com uma dinâmica de acolhimento, com leitura de um poema e o corredor do abraço, organizada pelo Conselho Curador, Departamento Social e Departamento de Recepção.

Thiago Berça escolhendo seu padrinho Peterson Senha. (FOTO: Pâmela Santiago)

Para o estudante de Jornalismo Robson Delgado, que veio de São Gabriel da Cachoeira (AM), se sentir pertencente e querido num lugar novo te faz sentir menos falta de casa, os amigos formados são a nova família  Eu lembro da primeira vez em que chamei a CEU de minha casa [...] nunca vou me esquecer. [...]Então, agradeço aos amigos, que fiz aqui, pois sem o apoio que me deram eu poderia ter desistido da Universidade. Quero passar e manter isso com os meus afilhados, essa amizade, sentimento de fraternidade e pertencimento.” finaliza o padrinho Vinícius.

2º Dia - Palestra sobre Coletividade

O mês do calouro teve continuidade no domingo, 17, no salão nobre, tendo como tema central a coletividade. Com presença de Marcelo Almeida, que produziu uma reportagem sobre a casa, e Gilberto Ferreira, ex-morador e atual desembargador no Estado do Paraná. Ambos demonstraram a importância do viver em conjunto, de como essas experiências impactam nas nossas percepções sobre o outro e sobre quem nós somos e queremos.

A palestra de Marcelo Almeida contemplava o tema Coletividade. (FOTO: Robson Delgado)

Em sua fala, Marcelo conta que sua matéria o ajudou a ver a CEU de outra a forma e a se livrar do preconceito que tinha com a casa. “Eu quero fazer uma matéria para o Paraná descobrir o que é a Casa do Estudante, meu papel com a Casa do Estudante é de ser um articulador entre a sociedade e vocês (moradores)”, explica ele.

Ao entrevistar o veterano Elimar Kauffmann, diz que “A CEU me ajuda a desenvolver o potencial de liderança. Tive oportunidade de assumir a liderança de um departamento e isso foi muito desafiador para mim, pois nos primeiros dias eu mal sabia onde ficavam chaves de cada ambiente; e hoje sei que cada aprendizado, por mais simples que pareça, me tornou mais capaz de lidar com outras demandas da casa e até na Universidade”. É a mesma sensação que o calouro Carlos que vem de Cascavel (PR) espera, adquirir mais aprendizados “Eu enxergo que essa convivência com pessoas de diversos cursos, lugares e experiências vai me possibilitar aprender muito mais do que está na minha grade curricular da Universidade.”

O ex-morador Gilberto Ferreira falou da sua experiencia do coletivo na Fundação. (FOTO: Robson Delgado)

Para Gilberto, a sua vivência na CEU o ajudou em sua formação profissional. Ele conta que as eleições de chapas que participou na casa foram experiências que contribuíram para que ele fosse eleito presidente da Associação dos Magistrados do Paraná. “Eu tenho ela [a CEU] como fundamental na minha vida; ela me preparou para a vida de adulto, de dirigente, de juiz, de pai.”

O estudante de Engenharia Mecatrônica da UTFPR, Yago, fala de sua experiência antes de ser morador “Nos reunirmos para trabalhar em prol de uma casa melhor é um exemplo de coletividade, a galera se reunir para jogar vôlei e futebol aos finais de semana também é um exemplo de coletividade e fraternidade. Mesmo eu estando na casa (como mensalista) desde de agosto do ano passado, o mês do calouro reforça em mim a sensação de acolhimento. Todos os calouros, com quem conversei sobre, dizem sentir o mesmo acolhimento e pertencimento”. O veterano na casa Giulio Henrique, estuda Ciências Contábeis relata que “aprendi a conviver mais com outras pessoas, entender o que elas precisam e como isso me impacta. Além disso, minha experiência com a tesouraria da casa me possibilita exercitar o que eu aprendo no curso” finaliza o 1º tesoureiro da Fundação.

 Calouros e veteranos junto com os palestrantes do 2º dia de integração. (FOTO: Robson Delgado)

Após as palestras, a agenda dos calouros seguiu com algumas dinâmicas onde eles saíram pela casa para conhecer os espaços e interagirem com os diretores e representantes dos departamentos que compõem a administração da casa.


Acesse a galeria completa de fotos dos dois eventos clicando nas datas:Dia 16 e Dia 17.


Gabriela Nunes (UTFPR) e Lucas Bittencourt (UFPR)
Texto

Robson Delgado (UFPR)
Edição